Raquel Lyra: “Eu não lidero gabinete do ódio”

Raquel Lyra: “Eu não lidero gabinete do ódio”

A Justiça Eleitoral e as polícias Federal e Civil ainda investigam as denúncias sobre ataques entre os candidatos ao Governo de Pernambuco e, nesta segunda-feira (7), a governadora Raquel Lyra (PSD) reiterou que não age dessa forma contra os adversários. Na entrevista à TV Tribuna soltou uma indireta de que a concorrência é que tem mantém “gabinete do ódio”. Segundo Raquel, sua forma de fazer política “incomoda muita gente”.

“É uma forma diferente de agir com as pessoas. Falando a verdade, com transparência, o que é que eu posso fazer em cada ponto, em cada tempo. Como a gente garantir mais educação, mais investimento em estradas, mais investimento em segurança pública, liderando pessoalmente cada uma dessas frentes. É claro que eu não lidero gabinete do ódio. É claro que não compactuo com algo desta natureza”, assegurou.

Raquel foi perguntada sobre a demissão do ex-servidor Amisadai Andrade da Silva, que teve vídeo divulgado revelando como fazia para desidratar a imagem do candidato do PSB, João Campos (PSB). “Quanto a Amisadai, eu não o conheço. Eu demiti porque houve uma denúncia de que numa reportagem ele poderia estar oferecendo algum certo tipo de vantagem. Ele vai ter que se explicar sobre isso. Eu não tenho nenhuma responsabilidade por isso”, disse.

Mas voltou a sugerir que a oposição trabalha para desgasta-la. “Eu digo, sim, quem disso usa disso cuida. Pernambuco conhece de perto quem é acostumado a buscar destruir reputações, a colocar fake news, inclusive, hoje já denunciadas ao Tribunal Regional Eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral. Deixa a polícia cuidar disso. O que eu quero da Polícia Federal também”, ressaltou Raquel. 

Apesar de ter entregues apenas 15, das 250 creches prometidas na campanha de 2022, a governadora assegurou que há 190 em construção. Raquel reafirmou que, até o final do ano, 100 unidades serão entregues.

METRÔ 

Quanto aos problemas do metrô, Raquel Lyra fez questão de frisar que o meio de transporte pertence ao Governo Federal, mas que, por se tratar de um sistema que atende aos pernambucanos, disse que buscou soluções para melhorar a qualidade dos trens. Ela afirmou que o Estado só pode assumir o metrô depois que chegarem os recursos federais.

“Senão essa operação não é possível de ser feita porque o Estado não tem recurso suficiente. Para botar de pé precisa do governo federal, no caso, colocar um aporte entre R$ 4 e R$ 6 bilhões. E nós estamos exatamente nesse ponto do acordo com o Governo Federal”, assinalou.

SAÚDE

Outro questionamento feito na entrevista da TV Tribuna foi sobre o fechamento de 1.173 leitos hospitalares, conforme dados do Ministério da Saúde. Esse é um tema, inclusive, que João Campos insiste nos discursos e entrevistas.

“Foram fechados os leitos de Covid. Era para enquanto a pandemia acontecesse. Quando eu cheguei, não tinham sido desativados. O que a gente fez foi abrir 600 leitos, não só diretos do Governo nos nossos hospitais, mas mediante credenciamento e habilitação de leitos em hospitais filantrópicos privados, que é o que a gente vem fazendo. E a população de Pernambuco sabe muito bem disso”, cravou Raquel Lyra.

Mauricio Ribeiro

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