PSB se move no pós-eleição visando ao futuro

PSB se move no pós-eleição visando ao futuro

A ideia de permitir as fusões e federações partidárias surgiu depois que as coligações foram proibidas nas eleições. Os partidos se juntam do mesmo jeito e formam apenas uma chapa para disputar eleição. A mais nova possibilidade de união envolve o PSB, depois de seu presidente nacional, João Campos, não ter alcançado o objetivo de dobrar a bancada de deputados federais, nas eleições deste ano. Aumentou, mas de 14 para 15. Desses, quatro são pernambucanos. Por outro lado, no Senado saltou de um para quatro representantes. No entanto, sai do pleito de 2026 sem eleger um governador, já que não tem candidato concorrendo no 2º turno nos seis estados e Distrito Federal. O PSB também não tem assegurada a Vice-presidência da República com Geraldo Alckmin. Diante desse cenário, entrou na pauta da sigla socialista a junção com as federações já formadas Psol-Rede e PRD-Solidariedade, além do PDT. Desse conjunto, apenas o PSB cumpriu todas as cláusulas de barreira, mas também tem a questão de sobrevivência política. Juntos, podem somar 43 cadeiras na Câmara Federal. João Campos, sendo ministro – caso Lula seja reeleito- ou não até 2028, precisa estar fortalecido para, pelo menos, reeleger o prefeito Victor Marques (PCdoB) no Recife e garantir que seu grupo chegue no pleito de 2030 com poder de fogo. Principalmente, depois do resultado politicamente desastroso do último dia 4, quando o socialista obteve 49,94% dos votos na Capital, enquanto a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) somou 46,07%.

Gilson e os motivos para eleger Flávio

No almoço oferecido pela governadora Raquel Lyra (PSD) aos aliados, na quarta-feira, o deputado eleito Gilson Machado (Podemos) dizia que os prefeitos têm de pedir aos seus eleitores para votarem em Flávio Bolsonaro (PL). Além de afirmar que o liberal é melhor para presidir o País, alertou que, com a derrota de Lula (PT), cairá por terra o plano B de João Campos (PSB) de ser ministro.

Deputado do PP atento às movimentações

O deputado reeleito France Hacker (PP) vem sendo citado como possível candidato à presidência da Assembleia Legislativa, na próxima legislatura, mas diz que aguarda os desdobramentos d o PSD. O partido da governadora Raquel Lyra tem quatro parlamentares de olho no cargo: Antônio Moraes, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor. Raquel vem afirmando que deseja consenso na base aliada.

PCR abre creches para garantir votos

A estratégia das campanhas dos candidatos à Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é reduzir o índice de abstenções no dia 25, quando acontecerá a eleição do 2º turno. E a Prefeitura do Recife dará uma contribuição por orientação do prefeito Victor Marques (PCdoB), que é aliado de Lula. Ele autorizou que 136 creches fiquem abertas para que as mães e pais deixem os filhos e possam votar. No 1º turno, 15,94% dos eleitores recifenses não compareceram às urnas.

Haja anúncios na reta final da campanha

Empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) não mede esforços para ser reeleito. Além de ver a PEC que acaba a escala 6×1 ser aprovada, dar benefícios aos MEIs, entre outras benesses, anunciou nova Medida Provisória para garantir transporte gratuito nas cidades, nos finais de semana. Alegou que é para os trabalhadores aproveitarem os dias de folga com a escala 5×2.

Mauricio Ribeiro

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