PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Por: Carinne Souza e Luciana Saraiva
Do Metrópoles
O Partido (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4/11), a candidatura do senador e líder da oposição do Senado, Rogério Marinho (PL), para assumir a presidência da Casa. O lançamento foi feito após reunião da legenda ocorrida na sede do partido em Brasília. A eleição para o cargo ocorre no dia 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores por apoios dentro da Casa.
Marinho foi coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) e conta com a confiança da família Bolsonaro. A corrida pelo comando da Casa ainda enfrenta um cenário de indefinição. Além de Marinho, disputam o cargo o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa os votos da oposição.
“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina.
A decisão por alçar Marinho à disputa ocorre em meio a discussões entre partidos da oposição sobre a possibilidade de reunir esforços em torno de uma candidatura única. Nos bastidores, os partidos tentavam costurar uma candidatura que pudesse unir Marinho e Teresza Cristina, em uma tentativa de unir forças contra Alcolumbre, ao invés de dividirem votos na disputa.
Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027. Dessa forma, Marinho precisaria do apoio de mais 12 parlamentares para conquistar o comando da Casa. Como mostrou o Metrópoles na coluna Igor Gadelha, o PL aposta em dicidentes políticos na disputa, inclusive dentro do União Brasil.
Alcolumbre, por outro lado, já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa. Até o momento, o senador reúne sinalizações do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e PP, que também anunciaram apoio à reeleição do senador amapaense.
Assim como Rogério Marinho, entretanto, Alcolumbre também calcula que terá votos na bancada do PL para se reeleger ao comando do Senado.
