João Campos promete botar pra correr as facções criminosas de Pernambuco

Foto: Dantas Barreto. com
Disposto a enfrentar o crime organizado em Pernambuco, João Campos (PSB) prometeu lançar o pacto anti-facção para combater as facções criminosas, caso seja eleito governador. “Infelizmente, Pernambuco hoje é o segundo estado com o maior número de facções no Brasil e a gente vai poder lançar o pacto anti-facções. Vai ter uma estrutura de inteligência para rastrear dinheiro. A gente vai conseguir integrar as políticas públicas, também na área fiscal e de monitoramento de lavagem de dinheiro do crime”, garantiu.
Campos assegurou que isso será possível com “um reforço da política de segurança integrada com as políticas nacionais, o cuidado das divisas terá uma centralidade do nosso programa de segurança, com monitoramento de todas as divisas estaduais que nós temos”.
João Campos ainda disse que seu pacto anti-facções vai empoderar o programa de segurança do Ministério Público, com a Justiça e com a participação direta do governador, visando cuidar dos territórios. “Fazer com que a população não pague essa conta, ela tem que ser protegida e não pagar uma conta de um estado inseguro”, disse.
Questionado se Pernambuco poderá cumprir esse objetivo, já que outros estados não conseguem reduzir o poder do crime organizado, o socialista voltou ao tempo que o pai Eduardo Campos governou o Estado.
“Quando meu pai, Eduardo Campos, foi governador, ele conseguiu fazer o Pacto pela Vida, onde ele conseguiu fazer o que nenhum outro estado fazia. Reduziu ano a ano os homicídios, a violência, porque lançou um modelo de gestão diferente para a segurança, que depois foi copiado pelo Brasil inteiro. Hoje, precisa que o Estado possa liderar e ter protagonismo na pauta de combate às facções”, lembrou.
Mas reconheceu a deficiência que há nas demais unidades federativas. “Eu não vejo nenhum Estado tendo a centralidade, por exemplo, um cuidado com o rastreamento do dinheiro, integrado com a Receita Federal, para que possa desorganizar no território. Eu tenho certeza que, a partir do momento que o Estado falar assim: “a facção que botar a sua presença no Estado vai ter uma rastreabilidade que nenhum outro Estado tem’. Eles vão escolher outros estados e vão correr de Pernambuco”, enfatizou.
