Em Petrolina, João Campos e PT sobem o tom e cobram fidelidade à militância: “O time de Lula tem lado” 

Em Petrolina, João Campos e PT sobem o tom e cobram fidelidade à militância: “O time de Lula tem lado” 

A corrida eleitoral em Pernambuco ganhou contornos de forte tensionamento e cobrança de fidelidade partidária durante a agenda da Frente Popular no Sertão do estado. Em ato público realizado em Petrolina, neste sábado (11), a chapa da oposição, Governador; João Campos (PSB), Vice-governador; Carlos Costa (Republicanos; Senado: Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) subiu ao palanque com um objetivo claro: blindar a aliança oficial e conter o avanço de petistas em direção a Raquel Lyra (PSD).

O tom da noite foi de polarização ideológica e demarcação de território. O deputado federal e presidente do PT-PE, Carlos Veras, abriu os discursos enfatizando o caráter institucional e disciplinar da decisão partidária de caminhar com a Frente Popular. “O Partido dos Trabalhadores tomou uma decisão e ela será seguida por todos nós. Nós temos lado e temos um time”, afirmou Veras, direcionando suas palavras à militância e rechaçando qualquer possibilidade de dupla militância ou apoio informal a candidaturas fora da coligação.

Principal fiador da aliança pelo lado do PSB, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos, buscou dar capilaridade regional ao discurso, afirmando estar liderando a caminhada da Frente Popular “do cais ao sertão, do sertão ao cais”. Campos reforçou a narrativa de foco nas classes populares, nas periferias e no campo, mas o ponto alto de sua fala foi o compromisso inequívoco de marchar em total sintonia com o petismo nacional. “Esse time inteiro votará com o presidente Lula”, bradou o prefeito, tentando dissipar resistências históricas entre as duas legendas em solo pernambucano.

Logo em seguida, o senador Humberto Costa (PT) foi ainda mais incisivo ao rechaçar o discurso do “tanto faz”, uma resposta direta a candidatos da oposição que, mesmo em outras chapas, tentam adotar uma postura de neutralidade ou aceno ao eleitorado lulista. “Quem for votar em Lula já sabe que o time de Lula é esse aqui. Não tem ‘tanto faz’! Quem vota em Lula, vota na Frente Popular, vota nos deputados federais e estaduais dessa aliança”, declarou o senador.

Dividindo a postulação ao lado de Humberto Costa, Marília usou sua fala para projetar a sinergia entre o futuro governo estadual e o governo federal, apontando que as grandes obras e demandas do povo sertanejo ganharão força total com a vitória do grupo.

 “E agora a gente vai ver, com João Campos governador, todas essas entregas que são necessárias saindo do papel com Lula, pela quarta vez presidente da República. João Campos mostrando que é possível fazer com Pernambuco o que fez no Recife”, concluiu, sob forte aplauso da militância presente.

O pano de fundo da ofensiva discursiva em Petrolina é a fragmentação da esquerda no estado.

Mauricio Ribeiro

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