Agricultores anunciam novo protesto contra fechamento de vazamento da Transposição em Salgueiro

Agricultores de comunidades rurais de Salgueiro voltam a se mobilizar nesta segunda-feira (20) em protesto contra o fechamento do vazamento existente no Dique Negreiros, estrutura integrante do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Segundo os manifestantes, a água que escapa do local passou a abastecer áreas agrícolas e garantiu a produção de centenas de famílias ao longo dos últimos anos.
A mobilização é organizada pela Associação dos Agricultores/as do Sítio Mutuca e Adjacências e ocorre após a retomada das obras de recuperação do dique pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Em nota divulgada na sexta-feira (17), o presidente da associação, Tadeu Alexandre Oliveira Sá, afirmou que o objetivo das manifestações não é impedir a execução da obra, mas chamar a atenção do Governo Federal para a situação das comunidades que dependem da água proveniente do vazamento.
De acordo com a entidade, mais de 4 mil famílias passaram a utilizar essa água para irrigação de lavouras, implantação de projetos de piscicultura e fortalecimento da agricultura familiar, transformando a realidade econômica de diversas comunidades rurais.
A associação defende que a recuperação da estrutura seja acompanhada de uma solução técnica que permita a continuidade do fornecimento de água às comunidades, de forma controlada e segura, evitando que os agricultores voltem a enfrentar a escassez hídrica.
Ainda conforme a nota, representantes da associação participaram, na última sexta-feira (17), de uma reunião com integrantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Durante o encontro, foi criado um canal de diálogo e ficaram agendadas novas reuniões, em Salgueiro, com uma comissão representando as comunidades afetadas.
A expectativa dos agricultores é que as discussões resultem em uma alternativa que concilie a recuperação do Dique Negreiros com a manutenção do abastecimento de água para as famílias que dependem da produção rural como principal fonte de renda.
O protesto desta segunda-feira deve reunir moradores das comunidades atendidas pela Associação do Sítio Mutuca e de localidades vizinhas, em mais uma tentativa de sensibilizar as autoridades para a busca de uma solução negociada.
