“QUEM TEM QUE SE EXPLICAR, QUE NÃO BOTE A CULPA NOS OUTROS”, DIZ JOÃO CAMPOS

“QUEM TEM QUE SE EXPLICAR, QUE NÃO BOTE A CULPA NOS OUTROS”, DIZ JOÃO CAMPOS

Foto: Crysli Viana /DP

O prefeito João Campos (PSB) evitou polemizar, nesta quinta-feira (22), a respeito das declarações da governadora Raquel Lyra (PSD) e da líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputada Socorro Pimentel (UB), que veem como cortina de fumaça da oposição o pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa pelo aliado dele, o deputado Romero Albuquerque (UB). Segundo Raquel e Socorro, é uma tentativa de encobrir o pedido de impeachment contra Campos que o vereador Eduardo Moura (Novo) apresentou na Câmara Municipal.

“Acho que quem tem de falar não sou eu. Mas a responsável é quem tem que falar sobre isso. Eu não tenho nenhuma relação com isso. Quem tem que se explicar, que não bote a culpa nos outros”, respondeu João Campos, ao ser questionado sobre como vê essas declarações de Raquel e Socorro.

Na Assembleia, o pedido de impeachment é devido à denúncia de que a Logo Caruaruense passou três anos transportando passageiros sem a devida fiscalização por parte da EPTI. A transportadora pertence ao ex-governador João Lyra Neto e está encerrando as atividades. A oposição acusa Raquel Lyra de ter beneficiado o pai e ainda ter colocado em risco a vida dos passageiros. Ontem, a governadora exonerou Antônio Carlos Reinaux da presidência da EPTI e nomeou o advogado Yuri Coriolano para o cargo.

Já o pedido de impeachment contra João Campos ocorre por causa da nomeação de um procurador que foi aprovado no concurso público em 63º lugar, porém três anos depois apresentou diagnóstico de autismo e passou para a 1ª colocação. Houve reações ao ser revelado que o procurador é filho de uma procuradora do TCE e do juiz responsável pela Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE). João Campos anulou a nomeação e o caso está judicializado.

Mauricio Ribeiro

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