“O PREFEITO PRECISA SER INVESTIGADO”, DEFENDE O VEREADOR EDUARDO MOURA

Foto: Crysli Viana/DP
Por: Mariana de Sousa
Do Diario de Pernambuco
E Ricardo Dantas Barreto
Autor do pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB) sob o argumento de ter furado a fila ao nomear um procurador em vaga de pessoa com deficiência, o vereador Eduardo Moura (Novo) defende que o caso seja investigado pela Câmara do Recife. Contudo, como a oposição só tem 11 votos e a base governista conta com 26, ele disse que respeitará a decisão democrática da Casa. Moura, inclusive, não votará por ter apresentado a proposta. Por isso, o primeiro suplente do Novo, George Bastos, assumirá seu lugar no plenário.
“Com relação aos votos, é democrático. Eu defendo a democracia. O prefeito tem a maioria na Casa, então, por obviedade, é muito mais provável que o impeachment não passe. O que eu vou tentar fazer amanhã é mostrar para os vereadores que o impeachment não será votado. E, sim, para que esta Casa investigue aquela história do concurso, de passar o fura-fila. Então, não é uma condenação. E eu acho que o prefeito precisa ser investigado pelo que aconteceu”, argumentou Eduardo Moura.
O vereador disse que, independentemente de o procurador que foi nomeado e desnomeado ser filho de uma procuradora e de um juiz, há em jogo a situação de outra pessoa que foi aprovada em primeiro lugar e depois perdeu a vaga. “Quantas pessoas, estudam, investem, é às vezes a chance de mudar a vida, não dela, é da família toda, no concurso público. Mas se você faz o que foi feito, você coloca uma insegurança jurídica total. Ter sua vaga tomada por uma canetada não é justo. Então, eu acho que a investigação deveria ser o caminho”, ressaltou Eduardo Moura.
Líder da oposição na Câmara do Recife, Felipe Alecrim (Novo) afirmou que “não se pode minimizar um fato tão absurdo como esse”. “É, de certo modo, um escárnio com a população recifense, eu diria até brasileira. Muitas famílias e pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade têm no concurso público uma grande possibilidade de mudança de vida. E no nosso país, infelizmente, é uma das poucas coisas que parecia funcionar. Hoje, essa ausência de credibilidade que se deu por causa desse episódio mancha muito a história do concurso público”, disparou o vereador.
