“Movimento direto da oposição, bateu o desespero”, diz Daniel Coelho sobre ataques contra Raquel

“Movimento direto da oposição, bateu o desespero”, diz Daniel Coelho sobre ataques contra Raquel

O pré-candidato a deputado federal e secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), disse, em visita ao Diario, nesta terça (27), não ter dúvidas de que os mais recentes ataques contra o governo Raquel Lyra (PSD) partem diretamente da oposição e fazem parte de uma estratégia política diante do avanço da governadora nas pesquisas e no cenário eleitoral de 2026.

Esta semana, uma investigação da Polícia Civil contra um aliado de João Campos (PSB), na Prefeitura do Recife, virou mais um capítulo da prévia eleitoral para a disputa ao governo.

A oposição chamou de “espionagem” a investigação e o rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, chefe da articulação política. A administração de Raquel disse que essa narrativa era “falsa”.

“Sem nenhuma dúvida, é um movimento direto da oposição. É um movimento político. Isso é compreensível, a gente entende. Mas é ataque, porque bateu um desespero mesmo, porque estava caindo, porque tinha perdido a narrativa”, disse Daniel, em entrevista ao Diario.

Segundo Coelho, o campo oposicionista, liderado por João Campos, vinha dominando a narrativa política no estado até o ano passado, mas perdeu espaço nas redes sociais e na opinião pública.

Para Daniel, esse enfraquecimento teria levado os aliados do prefeito a impulsionarem a ofensiva contra a gestão estadual.

“João Campos era tratado como eleito no primeiro turno. Isso era o que se dizia nas ruas, na imprensa, entre políticos e na população. Hoje, não tem instituto que não diga que João está caindo e Raquel subindo. Isso gerou desespero”, afirmou.

Para o secretário, a eleição em Pernambuco já está polarizada entre Raquel Lyra e João Campos e que não há espaço real para uma terceira via competitiva. “A eleição foi antecipada exatamente por uma polarização natural. Já existe um candidato muito consolidado no campo da oposição. Não vejo espaço para outro”, opinou.

Coelho criticou o que chamou de tentativa de transformar investigações legítimas em ataques eleitorais. “A governadora está sendo acusada de quê? De investigar corrupção com a Polícia Civil dela? Não tem problema. Isso é prerrogativa da Polícia Civil. Agora, criar narrativa de perseguição é fake news em cima de meia-verdade”, declarou.

Fonte: Diario de Pernambuco

Mauricio Ribeiro

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