A sorte está lançada em disputas altamente acirradas

A sorte está lançada em disputas altamente acirradas

O primeiro turno das eleições está chegando ao fim e o próximo domingo será o momento decisivo para quem está disputando mandatos. Olhando para os cenários nacional e pernambucano, as situações são praticamente iguais, com os dois incumbentes sentados na cadeira, com a caneta na mão e, mesmo assim, vendo as reeleições ameaçadas. No caso do presidente Lula (PT) não se trata de novidade porque ele nunca foi eleito no primeiro, mesmo da outra vez quando tentou renovar o mandato. Jair Bolsonaro sentiu esse gosto amargo em 2022 e agora seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), quer dar o troco. Lula não conseguiu deslanchar sua gestão e continua vendo a reprovação mais alta que a aprovação. E pela terceira vez os brasileiros estão divididos entre lulismo e bolsonarismo.

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) tenta renovar o mandato, numa disputa em que, até o início do ano, estava bem atrás do concorrente João Campos (PSB). Seu crescimento coincidiu quando o socialista deixou a Prefeitura do Recife e, ainda no primeiro semestre, virou o jogo. Só que não abriu tanta vantagem e viu Campos crescer e encostar. Hoje, ninguém pode cravar que algum dos dois sairá das urnas com a vitória porque há empate técnico. Aliados da governadora fazem aquela análise de que a boa aprovação ao Governo favorece. Mas é bom lembrar que do outro lado há um ex-prefeito que também que foi muito bem aprovado. 

Ou seja, tem o eleitor que aprova as duas administrações, mas que pode optar nesta eleição e, com isso, o jogo fica equilibrado. Sendo assim, a sorte está lançada e que os brasileiros e pernambucanos façam as melhores escolhas.

Votos válidos do Datafolha dão alento

A pesquisa Datafolha de ontem foi um alento tanto para o presidente Lula (PT) quanto para a governadora Raquel Lyra (PSD). Quando o instituto calculou os votos válidos, o petista ficou com 45% e Flávio Bolsonaro (PL), 40%. Mesmo assim, levando a disputa para o 2º turno. Na eleição em Pernambuco, o Datafolha apontou Raquel com 50% e João Campos (PSB), 47% da votação válida, o que pode decidir a eleição no próximo domingo. Amanhã tem as últimas pesquisas da Quaest e Datafolha que tendem a mostrar um cenário mais consolidado.

Raquel incita Ivan a criticar João

No debate de ontem, Raquel Lyra (PSD) provocou Ivan Moraes (Psol) a avaliar, na condição de ex-vereador do Recife, um dos setores que João Campos (PSB) mais se orgulha. Ivan disse que fez fiscalizações nas áreas de morro e de alagamentos, na gestão do socialista, “e foi uma tragédia”. Mas também deu o revés, condenando Raquel e João por defenderem a erradicação de milhares de árvores para a construção da Escola de Sargentos do Exército.

Desconto black friday

João Campos (PSB) apelidou o desconto de 5% na conta d’água dos pernambucanos, em novembro, como “black friday” de Raquel Lyra (PSD). Pelo contrato firmado, haverá reajuste de 15% nas contas, mas terá esse abatimento. O socialista disse estranhar que o reajuste tenha ficado para depois das eleições, no entanto a governadora afirmou que foi previsto desde o leilão na bolsa de valores B3.

Boa renovação prevista na bancada

Os candidatos a deputado estão no corre corre das últimas horas. Na bancada federal haverá boa renovação, com previsão de ao menos 12 caras novas. Dos atuais parlamentares, 7 não tentam a reeleição. André Ferreira (PL) e Maria Arraes (PSB) concorrem a estadual. Eduardo da Fonte (PP), Túlio Gadêlha (PSD) e Mendonça Filho (PL) disputam o Senado. Eriberto Medeiros (PSB) desistiu e Luciano Bivar (MDB) está como suplente de Humberto Costa (PT). E tem aqueles que correm sério risco de não serem reeleitos.

Mauricio Ribeiro

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