Raquel Lyra: “Eu optei pelo salário de procuradora”

Raquel Lyra: “Eu optei pelo salário de procuradora”

Foto: Divulgação/TV Globo

A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a esclarecer, nesta terça-feira (15) na sabatina da TV Globo, que os R$ 60 mil que recebe de salário por mês correspondem ao valor de procuradora do Estado e que tem respaldo na lei aprovada pela Assembleia Legislativa. Mas foi lembrada que a lei foi aprovada em 2023, após ela assumir o Governo de Pernambuco. Raquel explicou que outras categorias também são beneficiadas e admitiu: “Eu optei pelo salário de procuradora”.

Raquel vem sendo criticada pelo adversário João Campos (PSB) por ter abdicado do salário de R$ 22 mil, que deveria receber como governadora. Numa crítica direta ao concorrente, a governadora disse que é procuradora concursada “sem furar fila”.

“Eu decidi entrar na vida pública através de concurso público e fiz isso desde que ainda estava na faculdade de Direito. Prestei concurso e fui advogada do Banco do Nordeste, depois prestei novo concurso público e fui delegada da Polícia Federal. Após um concurso público sem fura fila, entrei para a Procuradoria do Estado de Pernambuco. Eu sempre fiz tudo de acordo com a lei, todo mundo sabe que sou uma mulher trabalhadora, honesta e séria. Agora, querem colocar este tema. Eu tinha o direito de poder fazer uma opção entre a remuneração de governadora e a remuneração de procuradora do Estado. Fiz e recebo pela Procuradoria do Estado de Pernambuco, sem acumulação com o salário correspondente ao de Governo do Estado”, salientou Raquel Lyra.

Na entrevista, a governadora ressaltou que “essa lei não tem CPF, não tem nome ou sobrenome, não é para mim”. “Essa lei abrange todo e qualquer servidor público, inclusive deputados estaduais que são é concursados e que podem optar pela remuneração na Assembleia Legislativa”, acrescentou.

LOGO CARUARUENSE

Raquel Lyra também foi abordada sobre os repasses que totalizaram R$ 105 mil para a empresa Logo Caruaruense, que pertencia ao seu pai João Lyra Neto. Além do que os ônibus transportavam passageiros sem serem vistoriados. Após esses fatos virem à tona, neste ano, a Caruaruense encerrou as atividades.

Na sua resposta, a governadora afirmou que que não houve pagamento de subsídios à Logo Caruaruense e, sim  ressarcimento das viagens feitas por servidores do Estado.

“A empresa Logo Caruaruense teve mais de 60 anos de funcionamento, encerrou suas atividades, inclusive durante este ano, e durante o meu mandato. É muito difícil entender como que se favorece uma empresa que encerrou suas atividades. O que a gente fez o tempo inteiro foi trabalhar de acordo com a lei”, assegurou.

Mauricio Ribeiro

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