Ausência de Miguel Coelho, Fernando Dueire e grupo de Petrolina na convenção de Raquel Lyra movimenta bastidores da política pernambucana

A convenção que oficializou a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), neste domingo (2), foi marcada por um ato de demonstração de força política. No entanto, algumas ausências chamaram atenção e passaram a movimentar os bastidores da sucessão estadual.
Entre elas, a do ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho. Também não compareceram ao evento o prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), nem outras lideranças do grupo político sertanejo.
Outro nome que também não foi visto na convenção foi o senador Fernando Dueire (PSD), que até os últimos dias era cotado para disputar a reeleição ao Senado na chapa governista. Neste sábado (1º), Dueire anunciou oficialmente que ficou fora da composição majoritária e divulgou uma nota de agradecimento aos prefeitos, parlamentares e aliados que defenderam sua permanência na disputa.
A ausência de Miguel ocorre menos de 24 horas após ele anunciar a retirada de sua pré-candidatura ao Senado. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito afirmou que tomou a decisão após conversar com Raquel Lyra e disse que o gesto teve como objetivo preservar a unidade do grupo político.
Nos dias anteriores, porém, o grupo de Petrolina defendia publicamente a presença de Miguel na chapa majoritária, o que fez crescer a expectativa em torno da participação das lideranças do União Brasil na convenção.
Até o momento, nem Miguel Coelho, nem Simão Durando explicaram publicamente o motivo da ausência no evento. Da mesma forma, Fernando Dueire também não se manifestou sobre o fato de não participar da convenção, limitando-se à nota em que agradeceu o apoio recebido após ficar fora da disputa ao Senado.
Apesar das especulações nos bastidores, não há qualquer declaração oficial relacionando as ausências a um eventual desconforto com a composição da chapa majoritária. Ainda assim, a ausência simultânea de lideranças importantes, como Miguel Coelho, Simão Durando e Fernando Dueire, tornou-se um dos principais assuntos políticos após a convenção de Raquel Lyra.
