Em áudio, MC Ryan pede R$ 400 mil para divulgar casa de aposta

Em conversa com o contador Rodrigo Morgado, MC Ryan disse que cobraria R$ 400 mil para divulgar uma casa de aposta, segundo áudios divulgados ontem pelo Fantástico.
Investigação da Polícia Federal aponta MC Ryan como líder e beneficiário econômico de uma engrenagem criminosa. Em áudio revelado pelo programa, Morgado diz a Ryan que tem um cliente com uma casa de aposta interessado em saber quando o MC cobra para divulgá-la em suas redes sociais. “Já que é seu amigo, eu cobro R$ 300 [mil]. Mas se não for muito seu amigo, pode falar que é R$ 400 [mil]”, disse o cantor.
Ryan também diz que teve sucesso anunciando o Jogo do Tigrinho. “Nunca é bom falar dos resultados das plataformas, tá ligado? Na época do Tigrinho estava bom mesmo, eu estava arregaçando.”
Investigação da PF aponta que a quantia obtida de forma ilegal era misturada com ganhos legais. O dinheiro vindo de rifas clandestinas e jogos ilegais era inserido no sistema financeiro junto com as receitas declaradas de shows e contratos.
Esquema pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro, segundo a PF. A investigação indica que, para camuflar os valores, o dinheiro ilegal passava por empresas intermediárias, em transações menores.
Entenda o caso
MC Ryan foi preso na quarta-feira, assim como MC Poze do Rodo e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira. Segundo a investigação, Ryan se valia de empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
Para blindar seu patrimônio, ele transferiu a participação em empresas para familiares e operadores financeiros. Além disso, diz a PF, como forma de lavar o dinheiro obtido de forma ilegal, ele comprava imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.
O influenciador Raphael Sousa Oliveira teria recebido “altos valores diretamente” de MC Ryan e de outros suspeitos. A função do dono da página Choquei seria a de divulgar conteúdos favoráveis ao artista e promover plataformas de apostas e rifas, além de atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas à investigação, conforme a PF. Já Poze do Rodo, ainda segundo os investigadores, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos das rifas digitais e apostas.
Fonte: UOL
