Família pede maior esforço das autoridades policiais na procura por salgueirense desaparecido há quase 15 dias

Há aproximadamente 15 dias, Almir Aldino Gomes, conhecido popularmente como “Nino”, despareceu no Sítio Algodões, na zona rural de Verdejante. Natural de Salgueiro e muito conhecido no bairro Divino Espírito Santo, onde grande parte de sua família reside, Nino sumiu no dia 5 de janeiro e até o momento não foi localizado. Ele sofre de problemas mentais, o que torna o desaparecimento ainda mais preocupante.
Fazendo todos os esforços para encontrá-lo, familiares reclamam da falta de empenho das autoridades de segurança. “A única providência adotada pela Polícia Civil foi o registro do Boletim de Ocorrência nº 26E0283000081, na DEPOL de Salgueiro-PE. A família foi informada de que não haveria outras medidas, sob a justificativa de se tratar apenas de um caso de desaparecimento”, relata Cícero Pereira, parente de Nino, em nota divulgada nesta sexta-feira, 16.
Ainda de acordo com Cícero, a Polícia Civil encaminhou o caso ao Corpo de Bombeiros, mas a corporação informou que só faria buscas “caso houvesse indício de afogamento”. Para a família, isso significa que nenhum dos dois órgãos de segurança assumiu a responsabilidade de agir para a localização de Nino, mesmo diante do tempo prolongado de sumiço.
“A legislação brasileira não estabelece prazo mínimo para o início de investigações em casos de pessoas desaparecidas. A Polícia Civil deveria instaurar investigação, articular-se com delegacias vizinhas, promover divulgação oficial e adotar medidas compatíveis com a gravidade do caso. No entanto, nada disso foi feito até o momento”, reclama Cícero.
O parente de Nino afirma que se observa uma “negligência institucional” e pede uma maior mobilização da polícia. “São quase 15 dias sem investigação, sem articulação regional e sem divulgação oficial. Isso machuca profundamente a família”, declarou. “Não se trata de pedir favor, mas de exigir o cumprimento da lei e do dever do Estado. A vida de Nino importa e precisa ser tratada com a seriedade que o caso exige”, completa.
Da redação do Blog do Chico Gomes
