Opinião em Pauta: Miguel Coelho no palanque de Raquel Lyra pode mudar os rumos da eleição em Pernambuco

Opinião em Pauta: Miguel Coelho no palanque de Raquel Lyra pode mudar os rumos da eleição em Pernambuco

As especulações sobre uma possível reaproximação de Miguel Coelho com o palanque da governadora Raquel Lyra ganharam força nesta semana e não surgem por acaso. Após um esforço intenso para viabilizar sua pré-candidatura ao Senado dentro da Frente Popular, Miguel percebeu que seu projeto político — e principalmente as proporcionais do União Brasil — não estavam sendo devidamente considerados nas articulações do grupo. 

O desconforto ficou evidente quando Miguel declarou, em evento recente, que caminhará com quem acredita no projeto do União Brasil, recado direto aos aliados que, segundo ele, não estariam dando a devida atenção à sua construção política. Pouco depois, reforçou publicamente sua pré-candidatura ao Senado em postagem nas redes sociais, aproveitando para fazer críticas duras ao PSB, que governou Pernambuco por 16 anos e, segundo Miguel, nunca construiu um hospital em Petrolina. 

Esse conjunto de sinais indica mais do que um desabafo: revela um reposicionamento estratégico. Caso Miguel Coelho retorne ao grupo da governadora Raquel Lyra, somando forças com Eduardo da Fonte, o cenário político de Pernambuco pode sofrer uma reviravolta significativa. Estaria em formação uma das chapas mais competitivas dos últimos tempos. 

Miguel tem peso eleitoral consolidado no Sertão, Eduardo da Fonte exerce forte influência no Agreste e na Região Metropolitana, e Raquel Lyra agrega a força da máquina estadual e o discurso da gestão. Juntos, formariam um grupo robusto, com ampla capilaridade, reunindo prefeitos, lideranças regionais e bases eleitorais estratégicas. 

Nesse desenho, Raquel Lyra passaria a condição de favorita absoluta na disputa, não apenas pelo cargo que ocupa, mas pela capacidade de unir forças que, até pouco tempo atrás, estavam em campos opostos. A política pernambucana, mais uma vez, mostra que alianças se movem conforme os projetos — e quem souber ler os sinais do tempo, sai na frente.

Apareceu o homem – Depois de um período fora dos holofotes, o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, voltou a cumprir agendas administrativas no município. O gestor reapareceu publicamente acompanhando e falando sobre o andamento das obras do Canal do São José, intervenção considerada estratégica para acabar com os recorrentes problemas de enchentes na localidade. A presença do prefeito nas agendas sinaliza retomada do ritmo administrativo e tentativa de reforçar a comunicação sobre obras estruturantes da gestão.
18,00 R$ para os professores – O reajuste de R$ 18,00 concedido aos professores, aprovado pelo governo do presidente Lula, virou munição política nas redes sociais. O vereador Adilson Bolsonaro gravou vídeo comparando o percentual concedido em 2022, durante o governo Bolsonaro, com o reajuste anunciado agora em 2026. A publicação ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre valorização do magistério, uso político dos números e a disputa narrativa entre governo e oposição. Em ano pré-eleitoral, até reajuste vira palanque.
O que será do PL em Pernambuco?  – Em 2026, cresce a expectativa sobre o futuro do PL em Pernambuco. O partido, que teve seu presidente estadual como terceiro colocado na disputa pelo Governo em 2022, ainda não conseguiu sinalizar com clareza qual será seu posicionamento no próximo pleito. Até o momento, não está definido se a legenda terá viabilidade política e eleitoral para construir uma candidatura própria, seja ao Governo do Estado ou ao Senado, ou se caminhará para uma composição em alianças majoritárias.

Mauricio Ribeiro

Voltar ao Topo