Prefeito de Correntes se recusa a formalizar recepção da Carreta da Mulher e serviço chega à cidade escoltado pela PM

O município de Correntes, no Agreste de Pernambuco, foi palco de forte repercussão política e institucional após o impasse envolvendo a Carreta da Mulher Pernambucana, unidade móvel de saúde destinada à realização de exames preventivos e atendimentos especializados voltados ao público feminino.
A controvérsia teve início quando o prefeito Edimilson da Bahia deixou de formalizar a parceria administrativa necessária para a recepção da carreta no município, ação que viabilizaria os atendimentos previstos para este mês. A ausência da autorização foi interpretada por setores da oposição e por parte da população como uma tentativa de barrar a chegada do serviço estadual à cidade.
Diante da repercussão negativa, o prefeito divulgou nota oficial e vídeo negando que tenha proibido a vinda da carreta. Segundo ele, a decisão de não formalizar o acordo se deu por divergências administrativas, especialmente em relação ao critério de distribuição das vagas. A gestão municipal alegou que apenas parte dos atendimentos ficaria sob a regulação da Secretaria Municipal de Saúde, enquanto o restante não seguiria critérios técnicos definidos, o que, na avaliação do prefeito, poderia abrir margem para uso político do serviço.
Mesmo sem o aval institucional da Prefeitura, a Carreta da Mulher chegou a Correntes escoltada pela Polícia Militar, garantindo a instalação do equipamento e a realização dos atendimentos. A presença da PM chamou a atenção da população e evidenciou o grau de tensão em torno da execução da política pública de saúde.
O episódio gerou críticas de lideranças políticas locais e de moradores, que destacaram a importância da carreta para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças, especialmente para mulheres que aguardavam há meses por exames especializados.
O caso também reacendeu debates sobre o cenário político do município, já marcado por embates judiciais e disputas eleitorais recentes envolvendo o chefe do Executivo municipal. Para a população, no entanto, a principal preocupação segue sendo o acesso a serviços essenciais de saúde, que acabaram ficando no centro de um conflito político-administrativo.
